Hamilton x Max, o duelo esperado no GP de Singapura

A Red Bull espera tanto o GP de Singapura que comprometeu um melhor resultado de Albon na Bélgica, por trocar sua unidade motriz e fazê-lo largar lá atrás, e de Max na última etapa, em Monza.

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Assistimos, nesta temporada, a pegas sensacionais. Por exemplo entre Lewis Hamilton, Mercedes, e Sebastian Vettel, Ferrari, no GP do Canadá, sétimo do calendário, dia 9 de junho. Na corrida da Áustria, nona, Hamilton e Max Verstappen, da Red Bull-Honda, deixaram o público de pé até as voltas finais. E será que veremos o mesmo neste GP de Singapura?

Na prova da Hungria, 12ª, de novo Hamilton e Max lutaram pela vitória até o fim. E mais recentemente, em Spa-Francorchamps, na Bélgica, e Monza, Itália, Leclerc e Hamilton disputaram roda a roda a liderança.

Neste fim de semana a F1 está no GP de Singapura, no Circuito Marina Bay, para a 15ª etapa do campeonato. É uma pista de rua, de 5.063 metros e impressionantes 23 curvas. “É o GP mais desgastante dentre todos”, define Hamilton, refletindo o pensamento dos colegas também.

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Desafios do GP de Singapura

A temperatura sempre muito elevada, mesmo à noite, de uma nação quase na linha do Equador, aliada à impossibilidade de relaxar por causa das sequências de curvas, muito próximas entre si, transforma as quase duas horas de corrida no Circuito Marina Bay em um grande desafio para os pilotos, seus carros e suas equipes.

A natureza do traçado da pista, no GP de Singapura, sugere que diferentemente dos dois últimos GPs, Bélgica e Itália, vencidas por Leclerc, a Ferrari talvez seja menos competitiva. Em outros autódromos ou eventos em que a exigência de um carro com elevada pressão aerodinâmica, como em Singapura, o modelo SF90 da Ferrari não acompanhou o ritmo do W10 da Mercedes o do RB15 de Max.

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Ferrari pode surpreender

Assim, a lógica sugere que neste fim de semana do GP de Singapura faz mais sentido esperarmos uma luta entre os pilotos da Mercedes e da Red Bull. Mas, atente, a Ferrari modificou bastante o seu SF90 para melhorá-lo em pista de baixa velocidade média, como Marina Bay. De repente, essa nova versão italiana pode permitir a Leclerc, em estado de graça, e Vettel surpreender Hamilton, Bottas, Max e seu companheiro, Alexander Albon.

Mas, como mencionado, a história desta temporada propõe que assistiremos a Hamilton e Max protagonizarem o GP de Singapura. Max venceu na Áustria e na Alemanha. E a Honda deu um grande salto de performance com a nova unidade motriz, o nome dos motores nessa era de tecnologia híbrida.

A Red Bull espera tanto o GP de Singapura que comprometeu um melhor resultado de Albon na Bélgica, por trocar sua unidade motriz e fazê-lo largar lá atrás, e de Max na última etapa, em Monza. Assim, ambos se apresentam para o evento deste fim de semana em condições ideais de preparação.

Muitas das atenções no fim de semana se concentrarão na dupla da Ferrari. Isso porque o novato Leclerc, em seu segundo ano na F1, tem vencido o duelo com o tetracampeão Vettel. Nas sete últimas provas, o monegasco de apenas 21 anos venceu todos. As derrotas para o parceiro de Ferrari tem levado Vettel a cometer vários erros, como em Monza. Enquando Leclerc venceu, Vettel foi 13º, a uma volta do companheiro.

Vettel estará sob observação no GP de Singapura: não pode mais errar, como já o fez este ano no Barein, Canadá, na Inglaterra e Itália. © Copyright: Moy / XPB Images

E em um circuito como o Marina Bay os pilotos pagam altos preços quando erram. Como não há áreas de escape, os muros são posicionados do lado da pista. Qualquer erro e o piloto colide. Vettel, portanto, terá de administrar muito bem seus descompassos emocionais. A paciência do diretor da Ferrari, Mattia Binotto, tem limite.

Vettel tem a seu favor o fato de ser o piloto com maior número de vitórias nos desafiadores 5.063 metros de Marina Bay. Desde a primeira edição do evento, em 2008, Vettel venceu quatro vezes, três com Red Bull e uma com Ferrari. A seguir vem Hamilton, com três, sendo uma com McLaren e duas com Mercedes.

Há mais um ponto a ser destacado. A Mercedes perdeu competitividade, este ano, nas corridas disputadas sob calor intenso, previsão para os três dias de competição. E a Ferrari se deu melhor com os pneus distribuídos pela Pirelli em Singapura, os mais macios de sua gama, hipermacios, ultramacios e macios.

Deu para ver quanta coisa há para ver nos treinos livres, na classificação e corrida no Circuito Marina Bay? Se Hamilton vencer, suas chances de definir a conquista do sexto título da brilhante carreira já no GP do México, 18º do ano, dia 27 de outubro, serão grandes. Hamilton lidera o mundial com 284 pontos, diante de 221 de Bottas. Bom GP de Singapura a todos!