Livio Oricchio entrevista Bird Clemente

Jornalista conversa com o primeiro piloto profissional do Brasil sobre o início da F1 no país

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No segundo episódio da série Livio Oricchio Entrevista, o jornalista volta no tempo para conversar com Bird Clemente sobre a formação da Fórmula 1 no Brasil. Hoje em dia, Equipes como Mercedes, Ferrari e Red Bull têm um orçamento de 300 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão) por temporada. Mas não foi sempre que os pilotos lucraram com as corridas. Pela equipe da Willys, Bird foi o primeiro brasileiro a receber um salário exclusivamente para pilotar carros de corrida. Por isso, ele é considerado o primeiro piloto profissional do Brasil.

Sua carreira começou na Vemag, mas Bird pilotava os modelos de graça. “Na época em que eu comecei, tive muita sorte. Foi a época em que começou a indústria do automóvel no Brasil”, diz na entrevista. Ele conta que as primeiras marcas de automóveis a comercializarem carros no país descobriram que o melhor “palco” de divulgação dos produtos seriam as competições em autódromos.

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A estratégia para vender os modelos incluía até shows de acrobacias e simulações de corridas nas cidades do interior e um dos maiores talentos de Bird Clemente era fazer curvas. No vídeo, Bird Clemente também compara a segurança dos carros e a atuação dos pilotos nos anos 60 com as das competições atuais.

Contratado por várias marcas para testar seus carros, o ex-piloto ainda conta suas experiências dirigindo modelos como o Gordini e o Dauphine. Esse último, inclusive, foi o primeiro carro feito pela Renault no Brasil há exatos 60 anos.