Resultados da F2, em Mônaco, embolam o campeonato

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MÔNACO – As duas corridas da quarta etapa do campeonato da F2 em Mônaco, neste fim de semana, foram muito boas para o campeonato. Os então líderes da competição marcaram bem poucos pontos enquanto os que estavam atrás na classificação obtiveram resultados muito bons.

Assim, depois da etapa da F2 em Mônaco, o campeonato vai para a quinta prova do calendário, de 21 a 23 de junho em Paul Ricard, na França, com a disputa pelas primeiras colocações do campeonato completamente aberta.

O mineiro Sérgio Sette Câmara, da DAMS, não atingiu o objetivo de somar 30 pontos em toda etapa depois de um fim de semana bem difícil, em Barcelona, há quinze dias, quando por uma combinação de razões não marcou pontos. Mas as duas corridas no principado também não foram ruins para ele.

Na de sexta-feira, Sérgio largou em quinto e chegou em terceiro, com a desclassificação do italiano Luca Ghiotto, da UNI-Virtuosi, originalmente segundo, por irregularidades no carro. O holandês Nyck de Vries, da ART, venceu, com o japonês Nobuharo Matsushita, da Carlin, em segundo, e Sérgio, em terceiro.

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O líder da temporada, o canadense Nicholas Latifi, companheiro de Sérgio na DAMS, terminou em 12º e o vice-líder, Ghiotto, em foi desclassificado, portanto ambos não marcaram pontos.

Na corrida do sábado, Sérgio largou em sexto, pelo critério do grid invertido entre os oito primeiros, e recebeu a bandeirada em sexto. Venceu o francês Anthoine Hubert, da Arden, primeiro no grid por ter sido oitavo na corrida da sexta-feira, seguido do suíço Louis Deletraz, da Carlin, e do chinês Guanyu Zhou, da UNI-Virtuosi.

De novo Latifi e Ghiotto não foram bem em termos de resultado. O canadense ficou em décimo e marcou somente dois pontos por causa da volta mais rápida. Já Ghitto envolveu-se em um acidente, sem consequências para si, e abandonou. O vencedor da sexta-feira, Vries, ganhou dois pontos pela sétima colocação.

A etapa realizada no Circuito de Monte Carlo, da F2 em Mônaco, redimensionou o campeonato, como já mencionado, porque Latifi perdeu a enorme vantagem que possuía para os demais. Agora, ele segue em primeiro, mas com um ponto a menos, apenas, que Vries, 95 a 94.

Ghiotto caiu para terceiro, com os mesmos 67 pontos de antes de Mônaco, assim como o inglês/coreano Jack Aitken, da Campos, ficou com os seus 62 pelo mesmo motivo, não somar pontos no fim de semana.

Depois de Latifi com 95 e Vries, 94, vêm Ghiotto, 67, Aitken, 62, Zhou, 54, e Sergio, em sexto, com 52.

Sérgio: “Abaixo dos pontos planejados, mas a F2 em Mônaco foi muito positiva para mim”.

Sérgio Sette Câmara no GP de Mônaco

Depoimento exclusivo de Sérgio Sette Câmara

Olá, amigos.

Quando eu escrevi para vocês na sexta-feira, para falar da minha corrida, os comissários não haviam ainda desclassificado o Ghiotto por uma das medidas do carro não estar de acordo com o regulamento. Assim, em vez de quarto, fiquei em terceiro. Ele havia sido segundo.

O pódio na sexta-feira, o meu primeiro em Mônaco, me fez largar em sexto na corrida do sábado. Vocês já sabem que o grid inverte entre os oito primeiros.

Mas ao contrário da sexta-feira, não larguei bem. Está certo que eu estava com os pneus já de 16 voltas da primeira corrida, porém o Mastushita também estava na mesma condição e conseguiu ganhar a minha posição. O Boschung (o suíço Ralph Boschung, da Trident) também me passou. Caí para oitavo.

Com o andamento da prova, o Boschung teve um problema e abandonou. O Matasushita cometeu um erro e herdei sua posição. Voltei, portanto, para o sexto lugar original do grid, na qual recebi a bandeirada.

O GP de Mônaco teve para mim a sensação não boa de marcar 19 pontos em vez de 30, como pretendia, mas está longe de ter sido ruim. O motivo é que resgatei a confiança no carro, perdida no evento de Barcelona. Lá eu não o tinha na mão, não podia exigir mais.

Já aqui em Mônaco o carro que a DAMS me disponibilizou me deu essa confiança. Esperemos que seja assim nas oito etapas restantes, 16 corridas. Se for assim, vou crescer bastante na classificação, essencial para mim que aspiro a ser candidato a titular da F1 em 2020.

A experiência como piloto do simulador da McLaren, e até de pista, pois acelerei o modelo deste ano em Barcelona, me está sendo bastante útil, é uma introdução ao mundo da F1.

Outro ponto positivo deste fim de semana foi que ficou claro na reunião com o pessoal da DAMS o que falhou na largada da corrida deste sábado. Em Barcelona eu perdi posições na largada e não sabia as razões. O que não foi o caso aqui em Mônaco. Identificada a causa, poderei trabalhar mais para evitar de em Paul Ricard o problema se repetir.

A F1 vai para o Canadá e nós da F2 permanecemos na Europa. Tenho uma agenda bem cheia de compromissos com a DAMS e a McLaren até o GP da França. Abraços.