Paternidade ativa é bom pra todos

Compartilhar o cuidado dos filhos transforma a sociedade e faz os pais mais felizes

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Imagem: Getty Images

A gente vive pedindo ajuda para os nossos pais, mas agora somos nós que vamos dar uma forcinha para eles em um papo franco sobre um assunto sério! Quem nunca ouviu aquela velha frase “não basta ser pai, tem que participar”? Mas quando se fala em paternidade ativa, vamos muito além e nos referimos a um envolvimento completo do pai em todo o processo: compartilhando com a parceira ou parceiro a decisão de ter filhos, o planejamento familiar e os cuidados físicos e emocionais com as crianças. 

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Corresponsabilidade  

Cada vez mais cresce o número de pais que assumem sua posição ativamente, mas estamos muito distantes da equidade, onde as responsabilidades entre mãe e pais são compartilhadas de maneira equilibrada. Estudos da ONU (Organização das Nações Unidas) indicam que aproximadamente 12 milhões de lares brasileiros são comandados por mães que criam seus filhos sem a presença de um parceiro. Então que tal buscar os bons exemplos e ajudar a mudar esse cenário? 

Compartilhar as responsabilidades, e os cuidados com os filhos, impacta não só na qualidade das relações, mas também em toda a sociedade. Não basta ser um pai que ajuda e orbita a figura materna: é preciso comprometimento com as parceiras. Os pais que empoderam suas mulheres contribuem com um equilíbrio nos papéis de ambos e geram uma transformação no lar e também no ambiente de trabalho. 

A legislação trabalhista já começou a avançar neste sentido, promovendo a licença paternidade um pouco mais extensa. Se antes eram 2, agora são 5 dias úteis. No entanto, se a empresa estiver cadastrada no programa Empresa Cidadã, o prazo será estendido para 20 dias. E olha que legal, as empresas podem até negociar uma licença ainda maior para os pais por meio de acordos individuais ou coletivos. Pausas remuneradas para os pais acompanharem consultas de pré-natal, pós-parto e até para a amamentação do bebê também contribuem para a equidade. Em países como a Suécia e Noruega, por exemplo, os homens podem optar por até 14 semanas de licença paternidade para ficar com seus filhos. 

Ganha Ganha

A ciência comprova que os homens que praticam a paternidade ativa são mais felizes e saudáveis. Os vínculos entre pais e filhos e a relação sadia e equilibrada com a parceira são fatores que contribuem para o bem-estar. Estudos mostram, ainda, que essas relações reduzem o estresse e melhoram a produtividade no trabalho! (#SóViVantagens)

Criando um novo paradigma

Muitos pais se sentem perdidos na hora de praticar ativamente o seu papel. Vivemos em uma sociedade que ainda carrega uma herança machista e faltam referências e exemplos para seguir. Por isso, com o propósito de ajudar os pais de primeira viagem a exercer seus direitos e responsabilidades positivamente, e aumentar o vínculo entre pais e filhos, o Ministério da Saúde lançou uma cartilha para os pais. Além de dar dicas de como exercer uma paternidade ativa, ela estimula o autocuidado com a saúde masculina, que muitas vezes é negligenciada por desinformação ou até mesmo tabus.

Por onde começar? 

Confira três passos básicos pra iniciar o processo da paternidade ativa:

– Decida e faça o planejamento familiar com sua parceira. 

– O pré-natal também é coisa de homem! Além de acompanhar sua parceira em consultas, manter seus exames em dia e as vacinas atualizadas também fazem parte. É qualidade de vida para a família toda! 

– Compartilhar é a palavra-chave! Divida de maneira equilibrada o cuidado com as crianças e com a casa.

O envolvimento do pai na criação dos filhos implica em menos horas de sono, mas muitas horas de alegria e amor! E se você precisar de uma folguinha para cuidar das crianças sem deixar as manutenções da casa incompletas, conte com as assistências do Seguro Residencial da Youse para te ajudar.