Futebol de botão, paixão sem tamanho

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10 jogadores. 1 goleiro. 1 bola que rola em alta velocidade pelo campo a cada jogada. Este é o futebol que você já conhece. Agora é só reduzir tudo de tamanho para uma área de 1,80 m por 1,20 m e você tem o brasileiríssimo futebol de mesa — também conhecido como futebol em miniatura.

O esporte foi criado em 1930 como um simples passatempo chamado de futebol de botão – justamente porque era jogado usando botões de roupas. Mas a coisa foi ficando séria, as peças viraram discos de acrílico, e hoje em dia já existem diversas federações no Brasil e no mundo para quem curte essa grande emoção em miniatura.

Existem três modalidades principais do futebol de botão: 1 toque, também conhecido como regra baiana, onde cada disco só pode tocar a bola uma vez por jogada (nesta modalidade, a bola também é um pequeno disco); a versão 3 toques também é conhecida como regra carioca, na qual a bolinha já está presente como esfera e cada jogador pode dar três “chutes” antes de mandar pro gol; a regra 12 toques (ou paulista) é a mais difundida, com 12 passes antes do obrigatório chute para o gol.

Neste último, o jogo é dividido em 2 tempos de 10 minutos cada, com intervalo máximo de 5 minutos. Não existe juiz e são os próprios jogadores que avaliam se as regras estão sendo cumpridas. Encostar com a mão em um disco, tocar a bola ou desconcentrar o adversário, tudo pode render penalidade. “É um esporte de confiança. Se um jogador começa a fazer coisa na maldade, ele fica mal falado no meio e todo mundo vai deixar ele de lado”, conta Jeferson Cincotto, presidente do Cisplatina Futebol Clube. No futebol de botão, até a torcida precisa ser em silêncio para não ofender o adversário!

Futebol de bolso

O custo para montar e manter uma “equipe” de futebol de botão varia de algumas centenas a milhares de reais. O jogador pode optar por vários estilos de botões, do tradicional argola (o clássico com um furo no meio) ao vitrine (com uma transparência no meio que permite trocar a “camisa” dos discos). Sem falar nas variações de altura, ângulo, peso e cores. “O botonista pede cada botão no estilo que prefere. Vai ter um tipo para o atacante, outro para o zagueiro, outro que tem um efeito melhor no chute. Assim você faz o seu time“, conta o arquiteto Rodrigo Simon, que começou a fazer botões por diversão e hoje dedica boa parte do seu tempo produzindo peças sob encomenda para diversas pessoas pelo Brasil. Mais do que um jogo, a prática se torna uma coleção onde cada detalhe revela um pouco mais sobre quem joga.

Se você se interessou e quer saber mais sobre (quem sabe até jogar), o site da Confederação Brasileira de Futebol de Mesa explica as regras e detalhes e o Facebook da Federação Paulista de Futebol de Mesa tem a agenda com os próximos jogos e campeonatos do querido futebol de botão.