#YousePorAí: nosso jeito de fazer seguro tá no Valor Econômico

O Valor Econômico fez uma reportagem bacana sobre seguradoras que já nasceram na era digital. Tipo a gente, que é 100% online e direto com vc. Dá uma olhada na matéria.

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Youse na midia Youse na midia

Sem pressa, seguradoras se rendem à digitalização

Gustavo Brigatto
São Paulo

A transição dos bancos brasileiros para o mundo digital tem sido acompanhada de perto pela população, com muitas notícias sobre as novidades tecnológicas mais recentes. Sem tanto alarde, outro segmento do setor financeiro está percorrendo o mesmo caminho – as seguradoras. Tradicionalmente mais conversadoras em seus investimentos, elas têm adotado ferramentas e tecnologias para ajudá-las nessa mudança de modelo. Aplicativos que aceleram o atendimento aos clientes, sistemas de análise de dados que melhoram a avaliação de risco e softwares que ajudam a calcular o valor de uma apólice são algumas das novidades.

O ritmo de adoção, no entanto, ainda é lento. Segundo pesquisa da Bain & Company, um terço das empresas de seguro de vida, e menos da metade das que protegem contra riscos diversos, não aplica dados avançados ou tecnologias digitais para acompanhar os pedidos de novos seguros. Em contraste, entre 30% e 70% dos clientes de seguradoras se relacionam com as empresas por meios digitais. E, nos próximos anos, 79% pretendem migrar para interações digitais.

“Os consumidores de 20 e poucos anos, que estão comprando um carro, entrando na universidade, não aceitam mais ofertas tradicionais, com um corretor que elabore uma proposta. Esse usuário demanda o que é a realidade dele. E hoje, ele faz tudo de maneira móvel”, diz Acácio Alves, diretor executivo da Provier IT, empresa de tecnologia com forte atuação entre as seguradoras.

De acordo com o executivo, praticamente todas as empresas do setor estão em conversas, ou testando novas tecnologias. Mas existem diferentes “tonalidades”, ou estágios de adoção: algumas companhias estão mais avançadas, enquanto outras continuam mais atrás. A janela para quem é mais lento, no entanto, está diminuindo. “Em três ou quatro anos, já será muito tarde”, avalia Alves.

Para Henri Naujoks, sócio da Bain, o perfil mais conservador das seguradoras tem a ver com a própria dinâmica do setor. “Os contratos são de longo prazo e o cliente não sente tanta necessidade de ligar todo dia com o seguro. O setor não foi tão exposto à transição”, diz. Como Alves, porém, ele avalia que o prazo para se adaptar está encurtando, à medida que mais setores da economia partes para a digitalização. A comparação, agora, não é mais entre uma ou outra seguradora, mas do setor inteiro com diferentes áreas de atividade, como o atendimento no varejo, diz.

Para Naujoks, o cenário mais provável é de seguradoras com posicionamento híbrido, que misturem o digital e o tradicional. “No Brasil, 30% dos clientes são puramente digitais, 65% são híbridos e 5% são só digitais. Também vimos isso em outros mercados. Mesmo no Reini Unido, que está mais avançado no processo, a fatia do digital chega, no máximo a 20%”, diz.

Entre as principais tendências tecnológicas com potencial de impactar o setor de seguros, Naujoks cita a internet das coisas, que permite conectar diferentes dispositivos à internet e acompanhar o que está acontecendo em casa ou na fábrica, para prevenção e modelagem de riscos, por exemplo. Ele também cita o “machine learning”, disciplina da inteligência artificial que prevê que os computadores “aprendam” e tomem decisões baseado em informações apresentadas a eles.

Na avaliação de Eldes Mattiuzzo, presidente da Youse, plataforma online de seguros criada pela Caixa Seguradora, o consumidor brasileiro tende a migrar para o modelo digital com as novas opções que estão surgindo no mercado. A Youse foi lançada em março, com um “DNA de empresa de tecnologia para vender seguros”. Segundo Mattiuzzo, cada produto oferecido funciona como uma pequena startup, com seu  próprio cronograma e quase nenhuma hierarquia. A ideia é acelerar o processo de desenvolvimento e lançar novidades mais rapidamente. Logo após a chegada do aplicativo Pokémon Go ao Brasil, a Youse lançou um seguro para ‘treinadores de Pokémon’.

A Youse tem estudado o uso de tecnologias de processamento de imagens que permitam ao próprio cliente fazer a vistoria de um bem e dispositivos conectados que possam substituir os rastreadores tradicionais, entre outros itens.

O projeto que mais tem demandado atenção é o desenvolvimento de uma plataforma que gerenciamento de dados (DMP) própria da Youse. Esse tipo de sistema tem sido muito utilidade por empresas para aperfeiçoar suas campanhas de marketing e conquistar mais clientes. “Esse é o futuro do marketing digital e temos que dominar isso em três ou quatro anos. Estamos investindo agora para ter resultado lá na frente”, afirma o executivo.

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