4 ideias que revolucionaram o mundo automotivo

Dos motores a vapor aos carros elétricos, a gente te mostra as ferramentas e tecnologias que fizeram história!

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Imagem: GettyImages

É preciso muita ousadia pra criar algo do zero. Quando a gente fala em carros, então, é só parar um pouquinho pra pensar em como eram os primeiros modelos e a infinidade de opções que a gente pode encontrar nos dias de hoje – tudo graças a novas ferramentas e tecnologias. Pra comemorar o Dia do Inventor, celebrado em 4 de novembro, a gente montou uma lista com as ideias que revolucionaram o mundo automotivo, confere aí! 🙂

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Saiba quais foram as ideias que revolucionaram o mundo automotivo

Motor de combustão

Sem dúvida, um divisor de águas no mundo automotivo foi a transição do motor a vapor para o motor de combustão. Se antes tínhamos que queimar toneladas de carvão mineral, com o surgimento do motor a combustão tudo ficou mais simples: os motores ficaram mais leves, eficientes e seguros. Seu inventor foi o engenheiro e físico alemão Nikolaus August Otto, em 1866. Otto desenvolveu o princípio de funcionamento conhecido como Ciclo Otto, que consiste em transformações termodinâmicas que podem ser observadas nos automóveis até os dias de hoje. 

Motor a diesel

Se o motor de combustão foi fundamental para a eficiência, o motor a diesel foi essencial para a economia. Seu inventor foi o francês Rudolf Diesel. Em 1893, ele escreveu o livro “Teoria e construção de um motor térmico racional”, em que detalha a ideia de comprimir rapidamente o ar no motor e injetar combustível, provocando uma autoignição, um processo muito mais rápido que o motor à combustão. Quatro anos depois, a empresa alemã MAN decidiu ajudá-lo a tirar a teoria do papel e criar seu motor, que até hoje impulsiona não só carros, mas também locomotivas, navios e caminhões.

Carros elétricos

O próximo passo para melhorar o mundo automotivo foi, claro, repensar a questão dos poluentes emitidos pelas máquinas, que, como a gente sabe, não são muito amigos do meio ambiente. E se existisse um carro elétrico, que não precisasse ser movido a nenhum combustível, mas, sim, propulsionado por um motor elétrico? O primeiro a investir no pensamento e criar um projeto de motor elétrico foi o húngaro Ányos Jedlik, em 1828. Sete anos depois, foi construído o primeiro carro elétrico, pelo norte-americano Thomas Davenport. No início do século XX, a tecnologia do motor elétrico atingiu seu auge e companhias como Baker Electric, Columbia Electric e Detroit Electric passaram a fabricar modelos. No ano de 1900, 28% dos veículos produzidos nos Estados Unidos eram elétricos! Tudo ia bem até que Henry Ford e sua produção em massa de veículos de combustão apareceram e, é claro, adquirir um carro elétrico deixou de ser tão atraente financeiramente. 

Nos anos 70 o mundo começou a falar mais sobre preservação ambiental, e com isso, alternativas mais sustentáveis de consumo. Mesmo sem tanto incentivo financeiro, as pesquisas e desenvolvimentos da tecnologia elétrica não pararam. Os carros de combustão reinaram absoluto desde então, mas, aos poucos, a indústria automobilística passou a se preocupar com o avanço do preço do petróleo e a resgatar a ideia dos carros elétricos.

Mas só ao final do século XX que os veículos elétricos começaram a voltar ao cenário. Em 1997, o Toyota Prius se transformou no primeiro veículo elétrico híbrido produzido em série. Em 2006, o  Tesla Roadster foi introduzido pela fabricante automotiva novata Tesla Motors, localizada no Vale do Silício, e o carro esporte de luxo elétrico começou a alterar as percepções do público. Em 2011, a  Nissan produziu o Leaf, comercializado como “carro de família ecológico líder e de preço popular”.

Aqui no Brasil, o primeiro modelo foi feito em 1974, pela Gurgel, o Gurgel Itaipu. Mas sua fabricação não reinou por conta da supervalorização do petróleo. Em 2006, a Fiat apresentou o protótipo do Palio elétrico e, até hoje, mantém parcerias para o desenvolvimento de veículos de energia limpa. 

Carros autônomos

A ideia de um carro autônomo, que pudesse transitar pelas ruas sem a necessidade de um motorista, surgiu em 1939, na Feira Mundial de Nova Iorque, onde inventores e cientistas mostravam suas descobertas tecnológicas. Nessa feira, foi apresentado um protótipo de sistema de rodovias automatizado, que acabaria com as falhas de condução humana. Tudo não passou de uma ideia visionária até que, em 1977, cientistas da Universidade de Tsukuba, no Japão, criaram o primeiro veículo robótico inteligente. Oito anos depois, foi desenvolvido o protótipo VaMoRs, uma van Mercedes-Benz equipada com câmeras e sensores e dirigida por comandos computacionais. A partir de então, várias empresas da indústria automobilística, como Nissan, Volvo, Volkswagen e BMW, começaram a desenvolver automóveis robóticos. 

Nos anos 1970 e 1980, a tecnologia de programação e processamento de dados avançou muito, permitindo que os primeiros carros verdadeiramente autônomos surgissem. Esses novos veículos eram equipados com sensores, processadores e câmeras capazes de detectar, por exemplo, a existência de um carro à frente e evitar possíveis colisões. Pela primeira vez, um carro andava pelas estradas sem nenhuma interferência humana, um marco para o mundo automotivo. O primeiro modelo realmente autônomo da história foi o NavLab 1, lançado em 1986. Ele atingia no máximo 32 km/h, e a tecnologia é basicamente a mesma usada até hoje.

De lá para cá, os softwares se tornaram cada vez mais sofisticados e os carros autônomos, cada vez mais seguros. A Uber, a Ford, a Google e a Tesla querem fazer história e testam seus carros que se locomovem sem motorista. Aqui no Brasil ainda estamos engatinhando no assunto, mas já existem alguns projetos em instituições científicas. 

Aí vai uma curiosidade: sabia que o Google Maps usa tecnologia autônoma pra fazer seus mapas? A empresa tem seu próprio modelo de carro, com sensores, GPS e câmeras, além de um equipamento chamado telêmetro a laser, que gera um mapa tridimensional do ambiente. Legal, né? Se você quiser saber como um carro autônomo poderá se comportar no futuro, dá uma olhada nessa matéria aqui

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