Inovação e ousadia na mobilidade urbana

Saiba quais são as iniciativas que estão mudando o jeito de se deslocar pelas cidades

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Foto: Getty Images

Quem vive nas grandes cidades ao redor do mundo tem muitas coisas em comum e uma delas é o desafio da locomoção. Ir de um ponto a outro pode parecer simples, mas se considerarmos que mais da metade da população mundial mora em centros urbanos e que apenas 3% de todo o território global são áreas metropolitanas, fica fácil de entender o tamanho do problema. 

Para vencer o trânsito, a distância e a falta de planejamento urbano, nada melhor do que uma boa dose de inovação e ousadia! Por isso, a gente preparou uma lista de iniciativas que estão ajudando a mudar a vida das pessoas, além, é claro, de melhorar a mobilidade nas cidades  pelo mundo. Confira!

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1 – BRT de Curitiba

A capital do Paraná está na vanguarda do transporte público urbano. Já nos anos 70, a prefeitura da cidade organizou um plano de reestruturação da frota e das linhas de ônibus. A intenção principal era organizar a cidade, diminuir o trânsito e o tempo gasto nos deslocamentos. 

Tudo começou com a criação da linha Norte-Sul, um corredor de ônibus com faixa exclusiva. Além disso, em 1977, Curitiba introduziu a cobrança por bilhete magnético, que agilizou a passagem dos usuários pelas catracas dos ônibus e serviu para combater as filas. Afinal de contas, quem nunca ficou esperando o troco antes de poder passar pela catraca e arrumar um lugar pra sentar, não é mesmo?

Mas as inovações não pararam por aí. No começo da década de 1990, o sistema de embarque e desembarque foi reformulado com a criação de estações tubo, onde o passageiro pagava a passagem antes mesmo da chegada do ônibus. Mais um processo que acelerava a entrada nos coletivos e diminuía o tempo das viagens. No mesmo ano, foi criado o Ligeirinho. Esses ônibus especiais paravam apenas em pontos mais importantes de Curitiba. Com menos paradas, as pessoas podiam cruzar a cidade mais rápido.

As iniciativas melhoraram muito a qualidade de vida dos moradores locais e colocaram Curitiba como referência mundial em mobilidade urbana. Essas ações na capital paranaense inspiraram outras medidas em diversas cidades pelo Brasil e pelo mundo. Boa, Cidade Sorriso. 🙂

 

2 – Transantiago

A capital chilena é uma das inúmeras cidades pelo mundo onde o poder público não regulava o transporte coletivo feito principalmente por ônibus. O professor de espanhol, Patricio Cofré, lembra de sua época de estudante em Santiago. “a mobilidade por ônibus sempre foi um problema por lá. A frota era muito antiga, não havia planejamento, nem rotas. Os ônibus passavam somente nas grandes avenidas e eram desorganizados. Os motoristas só paravam quando e onde queriam, não paravam para os estudantes que pagavam menos na passagem”, lembra. 

Pois é, até o começo dos anos 2000 era assim, muitos ônibus nas regiões mais movimentadas e as áreas mais afastadas acabavam sem ofertas de transporte público. Inspirados nas iniciativas de Curitiba, os chilenos criaram faixas exclusivas para os ônibus e fizeram a integração com o metrô. “A ideia principal era criar uma mapa que estimulasse o uso de transporte público, fazendo o que eles chamam de entroncamiento. Os ônibus menores levariam os usuários até os metrôs ou corredores de ônibus das grandes avenidas de mão dupla”, conta o professor.

Além disso, toda a frota de veículos antigos foi substituída. O resultado foi a redução no tempo que os trabalhadores gastavam para ir e voltar do trabalho, além de melhorar os índices locais de poluição, já que os novos ônibus são mais eficientes e agridem menos o meio ambiente em comparação com os antigos. “Santiago é um vale, cercado pela cordilheira, e nas épocas de pouca chuva, a poluição é um problema. A Transantiago também ajudou nisso. Foi uma forma que o governo achou para auxiliar na redução de doenças respiratórias”, ressalta Cofré. (#SóViVantagens) 

 

3 – Metrocable Medelín

Os moradores de comunidades localizadas em morros têm um desafio ainda maior quando se fala em mobilidade, já que a maioria dessas regiões não é atendida por linhas de ônibus, ou qualquer outro tipo de transporte público. Por isso, um projeto inovador foi a solução encontrada na Colômbia. 

A companhia de Metrô de Medelín criou um teleférico de alta capacidade. Chamada de Metrocable, o transporte conecta as linhas de metrô a estas regiões mais afastadas. Hoje, já são aproximadamente 10 km de Metrocable e a iniciativa permitiu que os bairros mais pobres, chamados de comunas, tivessem acesso ao centro de Medellín. O projeto não só melhorou a mobilidade e facilitou a vida dos moradores como também trouxe mais turistas para a região, favorecendo o desenvolvimento econômico da população. 

4 – Easy Matatu

Assim como o Chile teve no passado uma malha de ônibus não regulamentada, Uganda sofre com um problema ainda pior no qual  mais de 70% do transporte público é feito de maneira informal. Os chamados minibus taxis são as alternativas mais utilizadas, mas as frotas são antigas, não seguem uma rota e não tem horários. 

Para revolucionar esse sistema de transporte informal, uma startup criou uma solução inovadora! O projeto-piloto começou em Kampala, onde eles organizaram o sistema, criaram rotas fixas e promoveram capacitação para os motoristas. Já os usuários contam com um aplicativo em que podem reservar seus lugares nas vans e agendar os horários das corridas. Os passageiros ainda podem fazer o pagamento direto pelo app através de uma carteira digital.  

A mobilidade urbana está aí para melhorar a vida de quem mora nos grandes centros urbanos. E se você adora o agito da urbe e quer morar, ou já mora em uma das grandes cidades do Brasil, pode contar com o Seguro Residencial da Youse. A gente cuida da sua casa, enquanto você curte o que a cidade tem de melhor para te oferecer, sem preocupações.