Novas maneiras de conhecer e interpretar o amor

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Você sabe de onde vem o amor romântico? E de onde será que tiramos tantas expectativas á respeito dos relacionamentos amorosos? Não é novidade que estamos assistindo novas maneiras de conhecer e interpretar o amor. Na live #OuseAmar conversamos com a escritora e psicanalista Regina Navarro Lins que, em seu novo livro As Novas Formas de Amar, trás a discussão – entre outros assuntos – sobre o romance, expectativas, encontros casuais e novas configurações de relacionamentos.

De acordo com Regina, o amor romântico surgiu no século XII, mas não podia entrar no casamento. Naquela época, casamentos eram compromissos pensados mais para o lado financeiro, do que para a união em si. “O amor romântico tem uma característica fundamental, ele é calcado na idealização. Você conhece uma pessoa, atribui a ela características que ela não possui, casa e inferniza a vida dela para ela se enquadrar naquilo que você inventou.”

Aliás, por causa da idealização, términos de namoro se tornam muito mais difíceis. Ela afirma que, querendo ou não, você pode perceber aspectos do parceiro ou parceira que talvez não goste e não faça parte daquilo que você imaginava. “As vezes a pessoa termina porque não corresponde ao que ela buscava e isso gera um ressentimento. Quanto maior a defasagem do que você imaginou, do relacionamento ou da pessoa, maior o ressentimento. Terminar dói, separar não é fácil. Mas é importante que as pessoas reflitam que um relacionamento só vale a pena se for uma coisa gostosa.”

Assim, ela também afirma que é um tipo de sentimento que está dando sinais de que está em declínio, pois diz que estamos vivendo um momento pela busca da individualidade. “Uma das coisas mais importantes que a gente tem para fazer é desenvolver a capacidade de ficar bem sozinho, isso não significa que você não mais se relacionar com mais ninguém, você pode ter os seus projetos pessoais, amigos, viagens e não deixar abalar a autoestima.”