468 anos de São Paulo: a coragem de ser quem se é

Lugar certo, hora certa. Tem vezes em que mudar de ares e se jogar no horizonte paulistano faz as coisas andarem para a frente

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Imagem: Getty Images

No especial Aniversário de São Paulo, a gente viu que, em seus 468 anos de existência, a cidade já foi palco de muitas histórias. Algumas delas envolvem identificação: o reconhecimento de que, enfim, a gente está exatamente onde deveria estar. Mas para isso, às vezes, é preciso se jogar na aventura sem muito olhar pra trás.

Coragem

(Foto: arquivo pessoal).

Gustavo Alves, publicitário, mora no bairro da Liberdade, e consegue ver, através da sua janela, os prédios, luzes e antenas da Avenida Paulista – um conceito paulistano de “vista maravilhosa” que ele ama! 

Quando ainda criança, a família partia em aventuras de carro desde São José de Mipibu, interior do Rio Grande do Norte, até São Paulo. Mas naquele tempo, para a cabecinha inventiva do menino, qualquer cidade com um pouco mais de luz poderia ser uma capital.

Gustavo voltou algumas vezes para bater cartão na casa da tia, mas foi apenas aos 18 anos, quando já estava na faculdade, que o cupido o fisgou! O irmão foi para São Paulo trabalhar com o tio e ele aproveitou para acompanhá-lo e curtir uns dias numa boa pela capital. O resultado? O irmão voltou e o publicitário disse ao povo que iria ficar. #Coragem

A ousadia de se mudar foi o empurrãozinho para as coisas começarem a se resolver na vida dele. Na contramão de toda a galera que sente que os dias na cidade podem deixar a gente meio fora da rota, a vinda para o Sudeste foi o match perfeito pra ele naquele momento: “Me deixou vivo!”. 

A diversidade é um dos pontos mais positivos, na opinião de Gustavo, assim como as oportunidades de fazer e acontecer. Além disso, a mobilidade também facilita demais. São nesses momentos de locomoção, a pé ou de bike, que ele consegue ter esse contato mais próximo com a cidade. Rola aquela pausa pra fotos, um coado em um café que abriu recentemente ou pegar um sol no gramado do Ibirapuera. Afinal, quem precisa passear em shoppings?

Depois de uma temporada nas cidades vizinhas, Gustavo cruzou a Raposo Tavares, trouxe mala e cuia para o tradicional bairro de influência nipônica e hoje tá nessa função de desbravar os rincões da selva de concreto que, quando a gente mal piscou o olho, já tá de cara nova de novo.

Em SP, Gustavo encontrou acolhimento e identificação, além dos inesquecíveis rolês noturnos pela Rua Augusta. “A noite de São Paulo é muito massa e o cenário de diversidade aqui é muito legal”, finaliza o publicitário.

 

São Paulo é uma cidade múltipla, e com um pouco de ousadia e outro tanto de disposição, é possível criar uma versão diferente para que ela seja exatamente do jeito de cada um dos seus milhões de habitantes. Assim como a Youse. 🙂 Acompanhe outros relatos de amor à cidade em nosso Especial Aniversário de São Paulo e celebre com a gente o amor de quem se jogou com a cara e a coragem nessa selva de concreto.