468 anos de São Paulo: declarações de amor à aniversariante

Tem quem ame, tem quem não seja tão fã, mas é difícil passar pela terra da garoa sem mergulhar na imensidão da cidade

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Fim do dia na Avenida Paulista. Imagem: Getty Images

Hoje vai ter uma festa com muito bolo, guaraná, pastel, sanduíche de mortadela e bife a rolê, porque é terça-feira, prato do dia lá pelas bandas da aniversariante. São Paulo faz 468 anos e, entre tapas e beijos, quatro estações em um mesmo dia ou um horizonte cheio de prédios que também dá pra perder de vista, é também a casa de mais de 20 milhões de brasileiros, brasileiras e gente de todos os cantos do mundo.

E tem de tudo, né, “meu”? Afinal, São Paulo não para. Tá na boca do povo. E quem veio passar uma tarde visitando uma exposição ou chegou com a família em busca de oportunidades, sempre tem uma história pra contar sobre essa relação com a cidade.

Para comemorar o aniversário da maior cidade das Américas, nossos desejos de felicidades vêm embalados nesta reportagem especial dividida em quatro textos. Vamos contar as histórias de apaixonados de carteirinha que, assim como o poeta Mário de Andrade, relatam seu carinho pela Paulicéia Desvairada e mostram que existe muito amor, oportunidade e coisa boa no labirinto místico e diverso que é SP.

Ousadia

“Ninguém me tira da Paulista”, diz Meire. (Foto: arquivo pessoal).

Meire Medeiros nasceu em Natal, mas se considera uma legítima paulistana. E seu xodó é nada mais, nada menos, que a Avenida Paulista – “é como se fosse meu talismã da sorte”, conta. O que mais chamou sua atenção? “Tudo”, ela diz, e complementa: “Já cheguei a sair de casa às duas da manhã, peguei meu carro, e vim passear na Paulista”. 

Seu encanto pela cidade se iniciou aos 15 anos quando a visitou pela primeira vez. Aos 22, desceu em Congonhas com uma mão na frente, outra atrás, mas segurando uma mala cheia de empolgação para descobrir todas as regiões da cidade se guiando apenas por placas de sinalização. #Ousada que fala, né?

No seu dia a dia circulando pela cidade, Meire viu nascer a região da Berrini, da Chácara Santo Antônio e de todo o centro empresarial da Zona Sul… Mas a dona do seu coração, que a fez votar “um milhão de vezes” pra eleger como cartão postal de São Paulo, é e sempre será a avenida mais conhecida da capital. 

Atualmente, Meire é empresária e seu escritório não poderia estar em outro lugar. “Tirar minha empresa da Paulista é como tirar um pedaço de mim.” Mas ela não precisa se preocupar, porque do janelão envidraçado da sua sala dá pra passar um tempão admirando o endereço amado. 

Fora que tem tudo perto, não é mesmo? É possível descer e tomar uma cervejinha nos botecos que ficam na calçada, almoçar com um cliente no restaurante do MASP, pegar um churrasquinho na rua ou observar a galera patinando no fim de semana. 

 

São Paulo é uma cidade múltipla, e com um pouco de ousadia e outro tanto de disposição, é possível criar uma versão diferente para que ela seja exatamente do jeito de cada um dos seus milhões de habitantes. Assim como a Youse. 🙂 Acompanhe outros relatos de amor à cidade em nosso Especial Aniversário de São Paulo e celebre com a gente o amor de quem se jogou com a cara e a coragem nessa selva de concreto.