Amor para todes: conheça a história de três casais que ousaram viver o amor

São diversas as formas de se relacionar, basta ter carinho, afeto e respeito

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Foto: GettyImages

Chegou o mês mais amado do ano! São muitos corações espalhados pelas timelines da vida, declarações de amor e aquele quentinho no peito que o carinho traz pra gente. E para homenagear os diversos tipos de relacionamentos, a Youse olhou pra dentro da empresa e pediu para que três colaboradores mostrassem como eles enxergam os seus amores (#Lindo).

Então, com os próprios celulares, eles filmaram diversos momentos do dia a dia, que demonstram sentimentos que nunca saem de moda: afeto e respeito. Vem ver a história destes três casais que ousaram no amor e fugiram dos padrões. Afinal de contas, como diria Lulu Santos: “consideramos justa toda forma de amor”. 😉

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Amor livre, como deve ser

Kevin Cassiano Mateus, de 21 anos, namora Alice Ribeiro da Cunha, 18 anos

“Faz pouco tempo que nós estamos juntos, e foi uma coisa muito doida, porque a gente se conheceu na Internet. Eu produzo conteúdo, e a irmã dela viu um vídeo meu, mandou para Alice e falou, na brincadeira, para ela namorar comigo. Então, ela pegou e mandou uma mensagem, sem saber se eu ia responder, ou não. 

Por incrível que pareça, eu sempre respondo as pessoas depois de um tempo, até pela quantidade de mensagens que recebo. Mas exatamente no dia em que ela falou comigo, eu resolvi parar e dar uma atenção às pessoas. Foi então que começamos a conversar.  

Ela foi, perguntou se eu namorava, sobre a minha vida e eu falei. Justo eu que sempre guardava minha vida para pessoas desconhecidas. Então, ficamos conversando por um tempo até que marcamos um encontro e já nesta primeira vez em que nos encontramos rolou match. 

E ela é a primeira pessoa que eu namoro depois da minha transição. Como homem trans. E eu tinha um certo medo quando encontrasse com ela, porque a gente vê muitas pessoas falando que sofreu com a primeira pessoa, que a pessoa não respeitou, a família também não respeitou, ou que a pessoa não sabia lidar com as questões. Só que com a Alice, desde o princípio, ela sempre me respeitou em todos os quesitos, em todas as questões. Ela já sabia tudo sobre as questões que envolviam o mundo trans, e isto me fascinou muito.

A família dela também me acolheu. E esta aceitação era uma das coisas que eu também tinha medo. Mas, graças a Deus, deu tudo certo. Eu falo que eu sou apaixonado pela família dela. Sempre que eu vou para a casa deles, sou tratado como um filho. 

A minha relação com a Alice é muito boa, nós somos muito amigos, nós compartilhamos diversos assuntos, discordamos de muitos temas, também, mas nem por isso a gente briga. É lógico que, como todo casal, a gente tem os nossos desentendimentos, mas nada que um beijinho, um chocolatinho, uma pipoquinha não resolva. E é por isso que eu amo a Alice. Porque, ao mesmo tempo em que somos muito diferentes, a gente se parece demais. Ela tem o mundo dela, eu tenho o meu mundo, mas nós somos muito parecidos na questão de respeito com o outro, na questão de amar um ao outro e de ter empatia por todos, também.”

Muito respeito, amor e liberdade

Jorge Branada, 39 anos, namora com Paulo Rocha, 49 anos

“Eu e o Paulo nos conhecemos há 4 anos pelo Tinder (aplicativo de relacionamento). Eu estava solteiro há um bom tempo e ele também. O Paulo tinha voltado de uma viagem e acabamos nos conhecendo.

E foi um processo muito lento, porque ele estava com muitas dores, pois tinha feito o caminho de Santiago de Compostela. Depois de um tempo, acabamos viajando e nos aproximando mais.

Somos um casal um pouco moderno, porque eu digo que nós temos uma relação liberta. Se ele ficar com alguém, por exemplo, eu não vou ficar correndo atrás, o que importa é a nossa relação. Mas também a gente não conta se algo acontecer. Isto virou uma regra. A gente respeita a nossa privacidade. Não pretendemos morar juntos. Queremos que cada um viva a sua individualidade. 

Para mim foi uma baita novidade esta forma de se relacionar, pois eu estava acostumado a viver aquele relacionamento fechado. Então, eu digo que foi algo libertador. Foi e está sendo bem legal.

Com o passar do tempo, eu tomei a decisão de me tornar vegano, e foi muito legal, porque o Paulo também resolveu partir pro veganismo. Então, como adoramos muito sair, aos finais de semana a gente sempre vai a algum restaurante vegano que conhecemos. 

E é muito bom poder compartilhar estes momentos com o Paulo, porque ele é uma pessoa extremamente amorosa. Ele vê beleza em tudo e isto me fascina demais.”

“Construindo esta família nada tradicional”

Giovana Tazinazzo, 29 anos, namora com Nayara Silva Costa, 23 anos

“Eu e a Nayara vamos fazer dois anos de relacionamento em Julho deste ano. E tudo começou assim: 

eu tenho uma amiga que, na época, estava em um relacionamento com um amigo da Nayara. Um certo dia, estávamos em um bar e a Nayara apareceu. Neste primeiro momento em que eu a vi, já gostei muito dela, porém, estávamos com outras pessoas e não conversamos muito. 

Assim que cheguei em casa do rolê, entrei na conta dela no Instagram e curti todas as fotos. Pensei assim: vou mostrar que eu estou interessada. Passou alguns dias e nos encontramos em um sarau. E eu comprei uma flor para ela. Cheguei lá, toda tímida e fiquei esperando o momento certo para poder dar a flor. 

Neste mesmo dia, a gente ficou e já fomos dormir juntas. Eu fui pra casa dela, já conheci toda a família no primeiro dia. E os pais dela sempre foram muito acolhedores, muito afetivos comigo. Isto pra mim foi muito louco, porque eu nunca tinha tido uma relação com uma mulher. Eu já tinha ficado com outras minas, mas quando eu tive relacionamentos mais sérios, sempre foram com os caras.

Aí, quando a gente estava com 6 meses de namoro, começamos a pensar em morar juntas. E a ideia virou realidade! Foi a melhor decisão que tomamos, porque depois que a gente veio morar juntas houve uma construção muito louca de relação. Primeiro por conta das coisas que a gente vem conquistando juntas, de comprar nossas coisas, construindo esta família nada tradicional.

E eu me sinto muito acolhida dentro da nossa relação. É uma outra sensibilidade, é um outro toque, é um outro acolhimento, é um outro olhar das coisas. Sinto que, pela primeira vez, eu sou realmente feliz. Posso estar onde eu estou e com quem eu amo.”

 

Cada uma destas histórias mostra que o amor não é só azul, ou rosa, preto ou branco, amarelo ou roxo. São todos os tons juntos, que deixam os dias muito mais coloridos. São diferentes tipos de relacionamento que possuem coisas em comum: o afeto e o carinho. E continue por aqui, ou nas redes sociais, com a Youse, acompanhando histórias incríveis. 😀