Dia do Orgulho LGBTQIAP+: seguro pra ser quem você é!

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Segurança.

Uma palavra que hoje em dia, principalmente nas grandes cidades, não sai do nosso vocabulário. Afinal, o que toda a sociedade quer é se sentir seguro, né?! Poder ir e vir sem medo de que algo ruim aconteça. Mas, quando colocada no contexto da comunidade LGBTQIAP+, ela ganha outros significados. 

No Dia do Orgulho, a gente reuniu os nossos Yousers em uma roda de conversa para refletirmos exatamente sobre esse assunto. #Partiu ver as respostas de cada um deles? 

“Como se sentir seguro do seu jeito?”

Para Vinicius Vieira, nosso coordenador de design, se sentir em segurança é uma preocupação recorrente na comunidade LGBTQIAP+. “Não é sempre que a gente consegue se sentir seguro em todos os espaços… Mesmo vivendo numa bolha aqui em São Paulo, eu não me sinto 100% seguro.” O que o ajuda em situações de insegurança, é sempre buscar reafirmar a sua segurança consigo mesmo.

Kevin Cassiano, nosso analista administrativo e influencer, concorda com o argumento do Vini e acrescenta: “Para a comunidade trans, isso é muito relativo. Depende do ambiente e de quem está ao meu lado. Muitas vezes eu prefiro deixar as pessoas com a primeira imagem que elas tem de mim que é de um homem cis. E assim, evito sofrer algum tipo de agressão, verbal ou física”. O que o motiva e dá coragem para ele continuar se sentindo seguro de ser quem é, são as mensagens de apoio que recebe diariamente dos seus seguidores. 

Já para Giovanna Tazinazzo, nossa analista de CX, o momento que ela entendeu que precisava ser uma pessoa mais segura foi quando percebeu que precisava existir no mundo. “Eu vou existir como? Sendo como sou de fato e assumindo essa responsabilidade pra mim ou vou ficar a vida inteira me escondendo em papéis e lugares que as pessoas me colocam?” Foi a partir daí que a Gio assumiu a sua melhor versão para transmitir segurança consigo mesma

Manu Mascarenhas, nossa UX Designer, também assumiu sua melhor versão quando começou a se posicionar no mundo por meio de roupas, do cabelo e de acessórios. “Por muito tempo eu reneguei a forma de me vestir… Usava vestido e salto, justamente pra me sentir segura em ambientes familiares e de trabalho”. E agora, cada vez mais, ela percebe o quanto esses posicionamentos são uma forma de resistência para viver seguro de ser quem é.

Mas não podemos deixar de citar o autoconhecimento, né? Para Bruno Moura, nosso analista de treinamento, este é um fator fundamental para ter mais segurança de ser quem é. “Quando eu comecei a me conhecer um pouco mais e me entender um pouco mais, eu entendi como me sentir melhor e mais seguro. E assim, também posso auxiliar quem eu gosto, dar suporte e aquele colo”, finaliza.

Segurança, ousadia e liberdade 

Poderíamos até estar falando da Youse, né? Mas estamos falando sobre a nossa roda de conversa especial do Dia do Orgulho LGBTQIAP+. Assista ao vídeo completo clicando aqui. 😉