Por uma mobilidade urbana mais sustentável

Abra passagem, porque os transportes alternativos sustentáveis vêm aí

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Imagem: Getty Images

Quando a gente pensa em mobilidade urbana sustentável, falamos sobre como traçar uma infraestrutura de locomoção pela cidade que seja o mais responsável possível com o ambiente em que vivemos. 

A ousadia de propor fontes renováveis ou não poluentes de transporte é como dedicar amor e carinho a céu, terra e mar. E não só: também é um convite pra gente curtir o espaço público da melhor maneira possível. A energia limpa dá um gás para que tempo, economia e saúde ganhem fôlego total na nossa rotina, e de quebra a gente dá aquela ajudinha pro planeta. Tudo de bom, né?

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Dividir é multiplicar

Quando a urbanização estava a todo vapor no fim do século 19, os veículos movidos a combustíveis fósseis vieram pra atender novas necessidades de locomoção – trouxeram conforto, praticidade e agilidade pra ir de lá pra cá. Com o tempo, a gente foi percebendo, porém, que era preciso se reinventar pra que todo o planeta coexistisse numa boa.

Compartilhar carros com a família, ir para o rolê no mesmo bonde que os amigos, ou topar uma carona com gente que está indo para o mesmo lugar que você, já são atitudes muito bacanas pra maneirar nos gases emitidos pela queima da gasolina e do diesel. Aí, os biocombustíveis como o álcool, feito da cana-de-açúcar, o biogás e o biodiesel entram na história como uma alternativa menos poluente.

Cheio de energia

Os veículos elétricos também. A Europa é um exemplo de onde a moda dos carros movidos a bateria pegou. Eles são talvez o substituto mais bem qualificado à função, e o Velho Continente está firme nessa meta de dar um fim à combustão – em menos de cinco anos pode ser que a gente diga adeus aos automóveis como a gente os conhecia.

E a mudança tem adeptos. Mesmo na China, maior mercado automotivo mundial (em 2019, foram vendidas mais de 25 milhões de unidades, segundo a consultoria especializada Focus2move), os combustíveis fósseis já estão com os dias contados. Do lado de cá, o Senado brasileiro debate mudanças para 2030. #TáQuase

Por isso, é importante preparar nossas cidades com pontos de recarga não só em postos convencionais, restaurantes, shoppings e lojas de conveniência, mas planejando verdadeiras eletrovias, em que a malha de oferta de recarga permitirá viagens ao infinito e além.

Andando nos trilhos

O cenário urbano vem se modificando também com a presença cada vez maior de ônibus elétricos rodando por aí. Um bom exemplo está aqui perto, em Bogotá, na Colômbia, que é a líder fora da China em ônibus 100% elétricos. Já por aqui, São Paulo e Campinas estão há alguns anos na disputa por ruas mais sustentáveis. #NoAguardo

E já ouviu falar dos VLTs? Os Veículos Leves sobre Trilhos também funcionam à base de eletricidade, correm sobre a superfície junto a ruas e calçadas, levam uma galera, e ainda são zero poluentes. É como um bonde modernoso, sabe? Então, engana-se quem pensa que transporte sobre trilhos é coisa do passado. 

Quando a gente olha pra grandes cidades ou um trajeto intermunicipal, os trens e metrôs ainda desafogam o congestionamento, jogam lá embaixo o número de acidentes de trânsito, e emitem menos CO2 do que os automóveis convencionais – particularmente quando a gente pensa que os trens, em especial, podem levar altas quantidades de carga e tirar das rodovias um bocado de caminhões.

Uma faixa pra chamar de minha

Feito um parente não muito distante, os BRTs, por sua vez, apostam no volume e na velocidade pra otimizar o vaivém urbano. Os Bus Rapid Transit são uma modalidade de transporte coletivo que trafega por faixas exclusivas, geralmente em eixos centrais, e aí conseguem ir de um ponto a outro mais rapidamente. É pá-pum!

Falando em exclusividade, novos horizontes também se abriram quando as ciclovias e ciclofaixas passaram a dividir a rua com ônibus, carros, motos e bicicletas. Além de totalmente sustentável pro ambiente (e pro bolso!), ter um espaço exclusivo para as magrelas pode não só apresentar uma opção de mobilidade muito mais veloz do que ficar em filas e mais filas, como também estimula as pessoas a se exercitar e ter um contato mais próximo com o espaço público

Somos todos pedestres

E se o objetivo é se conectar com a cidade, bora botar as pernas pra jogo – andar a pé é uma ótima pedida não só pra saúde, mas pra criar cada vez mais espaços de permanência e, com o espaço público sendo vivido, deixar as nossas ruas mais seguras. Sem falar que não tem mais sustentável, né? O passo a passo é bom, bonito e barato!

Somos nós, afinal, que temos o poder de ditar o desenho das cidades. Quando o tráfego compartilhado e as formas alternativas de transporte dão as mãos, a sustentabilidade pega atalho na direção certa e cria um ambiente propício ao nosso bem-estar. 🙂

E já que uma mobilidade urbana de respeito é feita pensando em você e a partir de você, que usa a cidade e entende o que rola no dia a dia, a Youse tem como bandeira defender que também seja você que escolha seus próprios caminhos. Por isso os seguros são totalmente personalizáveis e 100% digitais. Você vê direitinho o que levar no trajeto e não precisa fazer deslocamentos fora da rota.