#SeguraPraViver: quatro histórias que vão te inspirar no Outubro Rosa

Sueli, Milena, Aricelma e Fernanda compartilham vivências e falam sobre a importância de ter ousadia pra viver

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Alguns capítulos da vida não são tão simples de vivenciar, mas, com coragem e ousadia, é possível encarar a situação de frente, virar a página e sonhar com o futuro. Nesse Outubro Rosa, a gente traz a história de quatro mulheres que enfrentaram o câncer de mama e encontraram formas de se sentirem seguras pra viver, cada uma do seu jeito. Aricelma, Fernanda, Milena e Sueli falam sobre obstáculos, força e resiliência. Elas ainda participaram de um ensaio remoto que você pode conferir no Instagram da Youse. A gente tem certeza de que você vai se inspirar!

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Nessa Outubro Rosa, conheça as histórias de Sueli, Milena, Aricelma e Fernanda

Falar sobre Outubro Rosa e autocuidado é ressaltar a importância de prestar atenção aos sinais do nosso corpo. De acordo com o DataSus, o câncer de mama foi a segunda causa de óbito mais frequente no país em 2019, e, mais do que nunca, autoridades de saúde apontam a necessidade de cuidados preventivos e exames de manutenção. Muitas vezes, um olhar atento pode salvar vidas. 

No caso de Aricelma Maria, de 58 anos, foi a auto observação que a ajudou a ter um tratamento rápido e eficaz. Ela percebeu um nódulo em sua mama em 2015, por meio do autoexame. “Fui ao médico e ele disse que era benigno, mas sentia muitas dores e decidi investigar mais”, relembra. Os médicos fizeram mais exames até descobrirem que se tratava de um tumor maligno. “Por sorte, descobri precocemente e o tratamento durou apenas dois meses. Só tenho a agradecer”, conta. Aricelma fez seu tratamento no Hospital das Clínicas, em São Paulo, e lá contou com o apoio de psicólogos e fisioterapeutas e de uma rede muito grande de mulheres que passavam pelo mesmo processo. “Também recebi muita ajuda dos meus filhos e do meu próprio trabalho. Tenho um salão de beleza e as meninas sempre estavam lá por mim, me dando força”, relembra. 

Milena Nogueira, de 33 anos, passou por uma situação semelhante. Em uma ultrassonografia mamária de rotina foi identificado um nódulo, mas o médico disse que provavelmente seria benigno. Alguns dias depois, Milena sentiu que o nódulo estava maior, fez a biópsia e descobriu o câncer. “Não foi fácil. Passei por muitos altos e baixos, como a perda de cabelo. Um dia, pedi para o meu marido raspá-lo. A gente foi pro banheiro, colocou uma música e viveu um momento muito especial”, recorda. Hoje, ela sente muito orgulho de sua história e gratidão pela rede de apoio que a ajudou em todos os momentos dessa trajetória. “Cada coisa que a gente vive no passado contribui para o que a gente é hoje. Quando a gente aceita que não temos controle sobre a vida, as coisas ficam mais fáceis e menos frustrantes. Temos que tentar tirar o melhor da situação: essa experiência que eu vivi me tornou uma pessoa muito mais empática, corajosa e determinada. Cresci muito.”

A perda dos fios também atingiu Fernanda Aline, de 33 anos. Em março de 2016, Fernanda começou a investigar um incômodo com a mama direita e procurou um mastologista. Fez mais de sete ultrassons até que, em agosto do mesmo ano, foi identificado um nódulo no seio direito. “Sempre gostei de sair pra dançar e me divertir, e não queria que a perda do cabelo fosse uma questão. Encontrei uma moça que fazia perucas e ela fez uma com meus próprios fios. Achei sensacional”, relembra. Hoje, graças a muito determinação e apoio, Fernanda está recuperada e faz tratamentos para manutenção. “Meus amigos e familiares sempre estiveram comigo. O cartão de visitas para entrar em casa era dar um beijinho na minha careca (risos)”, conta. 

A professora Sueli Maria, de 68 anos, também teve muita clareza na hora de lidar com a doença. Em setembro de 2004, percebeu pela primeira vez um nódulo na parte superior de sua mama por meio do autoexame. “Tive que tirar o seio e fazer o tratamento, mas encarei de frente e aprendi a me aceitar do jeito que sou. Em nenhum momento me senti doente. Vivi a situação, vivi o tratamento e vivi a cura.” Sueli acredita que, quanto mais falarmos sobre o assunto, mais fácil será para outras mulheres vivenciarem histórias parecidas. “Falar sobre o assunto ajuda outras mulheres a lidarem com esse momento. É preciso encarar e ter confiança na medicina, no médico, no tratamento, e, principalmente, em si própria.” Hoje, ela sonha em voltar a dar aulas. “Depois que me vi curada, percebi que minha vontade de estar dentro de uma sala de aula não passou. Tenho muito o que fazer ainda.”

A gente sabe que não é fácil passar por obstáculos como esses, mas uma coisa é certa: compartilhar histórias ajuda a fortalecer nós mesmas em quem está ao nosso redor. Neste Outubro Rosa, a gente quer te lembrar que ter coragem é encarar os desafios do seu jeito. Isso pode não ser tão simples, mas você não tá sozinho nessa, tá? Seja em que fase você estiver, o importante é se sentir segura pra seguir em frente e viver 🙂